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Glaucoma congênito

Glaucoma congênito

O glaucoma congênito é caracterizado pela redução da drenagem do humor aquoso por desenvolvimento incompleto do seio camerular, com consequente aumento da pressão intraocular.

É classificado segundo a época de aparecimento em:

  • glaucoma congênito verdadeiro (corresponde a 40% dos casos e se caracteriza pela elevação da pressão intraocular na vida intra – uterina);
  • glaucoma infantil (55% dos casos e manifesta-se antes do terceiro ano de vida);
  • glaucoma juvenil (surge após o terceiro ano de vida e antes dos 16 anos).

Sinais e sintomas

Afeta 1: 10.000 nascidos vivos, o acometimento é bilateral em 75% dos casos, e 65% dos casos atinge o sexo masculino. O paciente apresenta a tríade clássica de lacrimejamento, fotofobia e blefaroespasmo ou “piscar excessivo”.

O primeiro sinal percebido pelos pais é uma opacificação da córnea que se torna “ brancacenta” ou “acinzentada”. Pode, também, ocorrer o buftalmo ou alongamento do diâmetro do olho devido ao aumento da pressão ocular. Essa distensão da esclera, que vai se tornando mais fina e translúcida, faz com o que o olho assuma aparência azulada, em função da visualização da úvea subjacente.

O maior comprimento do olho também causa miopia, que pode dar origem à ambliopia.

Diagnóstico

O diagnóstico se baseia na medida da pressão intra ocular, no diâmetro aumentado da córnea, gonioscopia, paquimetria, medida do diâmetro axial do olho, no aumento da escavação do disco óptico e nos sinais e sintomas citados.

Para a avaliação da criança, pode ser necessário o exame sob anestesia geral.

Tratamento

O tratamento deve ser imediato. A goniotomia e a trabeculotomia são os tratamentos de primeira escolha. Em caso de falência dos primeiros, pode ser realizada a trabeculectomia, ou a implantação de dispositivos de drenagem.

Link para baixar o Guia completo sobre o glaucoma