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Tumores palpebrais

Tumores palpebrais

Dra. Adriana Bonfioli assinatura

Um tumor de pálpebra consiste em uma proliferação anormal de células na região ao redor dos olhos.

As pálpebras podem ter vários tipos de lesões tumorais, benignas ou malignas. O diagnóstico é feito pelo oftalmologista, em um exame de rotina. Quanto mais precoce o tratamento, maiores as chances de cura.

As causas são inúmeras, mas o fator genético e a radiação solar são os principais fatores de risco. Além disso, fatores alimentares e o tabagismo também contribuem para o desenvolvimento dos tumores de pálpebras.

Quadro clínico

O principal sintoma de tumor de pálpebra é o aparecimento de um caroço, uma verruga ou uma elevação na região ao redor dos olhos.

Pode-se perceber apenas uma mudança, seja visível ou sentida apenas por meio do toque.

É preciso estar atento ao notar a perda de cílios, distorção da margem palpebral, mudança na cor e textura da pele, sangramento, inchaço, feridas que não cicatrizam ou um terçol que não melhora.

Tumores benignos

Os tumores palpebrais benignos têm crescimento lento e não apresentam ulceração ou sangramento.

Os tipos mais comuns são: papilomas, cistos, nevos (pintas), hemangiomas, molusco contagioso, xantelasma.

O papiloma escamoso (verruga) é o tumor benigno mais comum da pálpebra.

Tumores malignos

A pele das pálpebras pode ser acometida por tumores malignos como o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular, carcinoma das células sebáceas e o melanoma.

Esses tumores são de crescimento mais rápido, acometem pessoas mais idosas, apresentam ulcerações, vasos e deformidades locais, bem como perda de cílios. Podem apresentar-se como feridas que nunca cicatrizam.

O carcinoma basocelular é o tumor palpebral maligno mais comum e corresponde a 90% de todas as lesões malignas palpebrais. Afeta mais indivíduos de pele clara, com antecedentes de exposição ao sol e na faixa etária dos 50-80 anos.

A pálpebra inferior é a mais afetada (52%), seguida pelo canto medial (27%), pálpebra superior (15%) e canto lateral (6%). São lesões tipicamente elevadas, firmes, com vasos sanguíneos pequenos na superfície e, quando acometem a borda palpebral, em geral, ocorre perda de cílios.

Esse tumor é localmente invasivo e não é comum a ocorrência de metástases. Porém, quando não tratado de maneira correta, pode invadir o globo ocular e a órbita. Nesses casos, é necessária uma cirurgia mais radical, a exenteração da órbita.

Diagnóstico dos tumores de pálpebra

O diagnóstico é feito no exame clínico. De acordo com as características da lesão, tamanho, aparência, formato, cor, é possível definir o tipo de tumor e se há suspeita de malignidade.

A certeza do diagnóstico é feita pela análise da lesão em laboratório, após sua retirada cirúrgica.

Tratamento

Nas lesões benignas, o tratamento clínico ou apenas acompanhamento estão indicados. Quando há comprometimento estético ou funcional, pode-se optar pela remoção cirúrgica.

Nos casos suspeitos de malignidade, o tratamento é quase sempre cirúrgico e, quanto mais precoce, menor a chance de sequelas funcionais e estéticas nas pálpebras.

A retirada deve ser feita com margem de segurança e o exame anatomopatológico confirma o diagnóstico e demonstra se a lesão foi totalmente removida.

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