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Estrabismo em adultos

Estrabismo em adultos

Trata-se do desvio convergente ou divergente que surge na vida adulta, de causa multifatorial e associado à diplopia (visão dupla).

Quadro clínico

O adulto já desenvolveu bem a visão, portanto, quando ocorre um desvio ocular, há queixa de duplicidade da imagem com intenso desconforto. A criança com estrabismo não tem diplopia, pois o cérebro, a fim de evitar a formação de duas imagens, suprime o olho desviado, deixando-o “preguiçoso”.

Causas e fatores de risco

Este tipo de estrabismo é diferente do de causas neurológicas (como após um trauma, ave, esclerose múltipla etc).

O uso excessivo de eletrônicos, como tablets e celulares, estão sendo considerados os principais vilões do estrabismo convergente do adulto. Surge principalmente em pacientes jovens e míopes, onde o excesso de acomodação levaria a uma descompensação e desalinhamento ocular.

Outro tipo de estrabismo de surgimento do adulto é o exodesvio (ou desvio “para fora”), após longos períodos de privação visual como, por exemplo, catarata ou feridas nas córneas.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, sendo realizado pelo oftalmologista especializado no consultório. No entanto, causas neurológicas devem ser descartadas. O paciente é encaminhado ao neurologista para realização de exames complementares (por exemplo, ressonância ou tomografia de crânio).

Tratamento/prevenção

Desvios de pequeno ângulo podem ser tratados com óculos com prisma. Estrabismos de ângulos maiores, em que causas neurológicas já foram descartadas, são tratados com cirurgia.

Complicações

Por se manifestarem em adultos, não levam à ambliopia. Porém, geram muito desconforto devido à duplicidade da imagem. Possuem tratamento difícil e, muitas vezes, recorrem após a cirurgia.