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Nistagmo

Nistagmo

Dra. Carolina Paes assinatura

O nistagmo é um movimento involuntário anormal dos olhos, oscilatórios e rítmicos. A palavra nistagmo vem do grego “Nystagmos”, e faz referência aos movimentos da cabeça feito por uma pessoa que cochila sentada. É dividido em duas categorias: o nistagmo pendular e o sacádico.

Quadro clínico

Os movimentos dos olhos podem ser horizontais, rotacionais e verticais, e muitas vezes o quadro de nistagmo pediátrico vem associado à baixa acuidade visual. O paciente pode apresentar torcicolo e posição viciosa de cabeça.

Existem os nistagmos que surgem na infância, normalmente entre o 8 e 12 meses de vida, e podem estar relacionados a problemas visuais como catarata congênita, albinismo, doenças retinianas e toxoplasmose congênita. É frequente, também, em pessoas com síndrome de down.

Nestes casos, o paciente não apresenta sintomas vertiginosos. Já o nistagmo que surge na vida adulta, como após algum trauma craniano, é altamente sintomático.

Causas e fatores de risco

Na infância, pode ter origem genética, sem etiologia definida, ou ser associado a outras síndromes como albinismo e degenerações retinianas.

O nistagmo do adulto, ou adquirido, tem como principais causas labirintite, lesões maculares e desordens neurológicas como acidente vascular cerebral, tumores, esclerose múltipla ou traumas.

Diagnóstico

Feito pelo oftalmologista durante a consulta de rotina. Quando observado, deverá ser investigada a causa, já que o nistagmo é um sintoma que pode estar associado a outros problemas oculares e neurológicos.

Exames de fundo de olho são essenciais, além do teste ortóptico para avaliar associação com outros estrabismos e avaliação da acuidade visual.

Métodos de imagem, como tomografia computadorizada e ressonâncias, são exames habitualmente pedidos em caso do nistagmo da vida adulta.

Tratamento

O tratamento para o nistagmo tem se mostrado limitado. Em crianças, é importante o acompanhamento da especialidade da visão subnormal para ensinar a criança a focalizar bem a imagem e melhorar o seu desempenho visual.

O uso de óculos com prismas pode corrigir o mau posicionamento da cabeça e alguns especialistas optam pelo uso de lentes de contato para melhorar a focalização da imagem.

O tratamento cirúrgico e o uso da toxina botulínica objetiva a eliminação do torcicolo, porém, é reservada para casos selecionados e não cura completamente o nistagmo.